Peperomia

Piperaceae

 

      scandens       caperata   griseoargentea     pereskiifolia       argyreia       obtusifolia        glabella

 

Mais de uma dúzia de espécies e variedades de peperómia são correntemente usadas como plantas de interior. A folhagem destas plantas apresenta dimensões, forma, cor e textura variadas. Contudo, as flores são em geral imediatamente reconhecíveis. Numerosas espécies produzem inflorescências longas e delgadas em forma de espiga, de cor branca ou creme.

Cuidados - Luz - As peperómias com folhas verdes devem ser expostas a luz forte ou média, mas as que possuem folhagem variegada apreciam luz forte ou sol directo velado. Consequentemente, estas plantas devem ser colocadas perto de uma janela, especialmente no Inverno.

Temperatura - As peperómias vicejam em temperaturas ambiente normais. Mesmo quando não se encontram em crescimento activo, requerem uma temperatura mínima de 13ºC. Porém, e não obstante parecerem suculentas, não são plantas do deserto; para conseguirem o máximo desenvolvimento, necessitam de grande humidade durante o periodo de crescimento. Em lugares muito aquecidos a planta perderá muitas das suas folhas, a menos que seja colocada sobre um tabuleiro com seixos molhados ou em vasos largos com turfa ou musgo humedecidos.

Rega - Água em excesso, mesmo durante um curto período, resultará na perda considerável de folhas e pode até ocasionar a morte da planta. Regue apenas quando vir que é necessário - e mesmo então muito escassamente. Deixe que a mistura seque quase completamente entre cada rega. Se alguma vez as folhas lhe parecerem inusitadamente transparentes, tal poderá indicar que a planta necessita de água.

Adubação - A partir de meados da Primavera, e apenas até ao Outono, aplique um adubo líquido normal uma vez por mês com metade da concentração habitual.

Envasamento e reenvasamento - As peperómias desenvolvem-se numa mistura à base de turfa. Devido ao facto de possuírem poucas raízes, dão-se bem em pequenos vasos, recipientes baixos, tigelas e cestos suspensos. As plantas jovens podem necessitar de serem transferidas para vasos de um tamanho maior na Primavera. O fundo de todos os vasos deverá ser revestido de uma camada de 2cm de cacos de barro, para garantir uma drenagem eficaz.

Propagação - Todas as variedades podem ser propagadas a partir de estacas de 5 - 8cm de comprimento. Corte as estacas na Primavera e insira várias num vaso de 5 - 8cm contendo uma mistura ligeiramente humedecida composta de partes iguais de turfa e areia grossa ou perlite. Mantenha as estacas a uma temperatura de cerca de 18ºC, expostas a luz forte, mas afastadas do sol directo, e regue muito escassamente. As folhas podem também ser usadas para propagar a P. argyreia, a P. caperata e as suas variedades e a P. griseoargentea. Devem ser usadas folhas jovens, mas totalmente desenvolvidas. Mesmo partes de uma folha da P. argyreia podem enraizar (pode cortar a folha em quartos e colocar as partes cortadas em contacto com um meio propício ao enraizamento). No entanto, é mais fácil enraizar com êxito todo o limbo da folha com um pedaço de pecíolo num vaso de 6cm com uma mistura própria para enraizamento ligeiramente húmida e enterre-o até ao ponto em que a superfície do limbo se junta ao pecíolo. Regue escassamente a folha assim plantada até se verificar enraizamento e humedeça a mistura apenas quando a mesma estiver quase seca. As estacas enraizarão ao fim de quatro a seis semanas. Os pedaços de folhas podem levar um pouco mais. Mude as estacas ou os pedaços de folha com raízes para vasos maiores apenas quando estes encherem completamente os vasos e a planta necessitar claramente de mais espaço.

Observações especiais - Despontas ocasionais durante a Primavera ou o Verão resultarão numa maior produção de rebentos laterais e no adensamento da planta; as espécies rastejantes podem ser podadas na Primavera, quando necessário.

Voltar