Aeschynanthus

Gesneriaceae

aeschynanthus  A.speciosus

                           Existem mais de 100 espécies do género Aeschynanthus, sendo todas plantas rastejantes de longos caules e flores vistosas. A maioria dos espécimes de interior apresenta folhas carnudas, elípticas, pontiagudas na base e no vértice, em inserção oposta num caule que pode atingir 60cm de comprimento. Em algumas espécies as folhas formam aglomerados. As flores, muito decorativas, aparecem solitárias ou em pares nas axilas das folhas, ou agrupadas no cimo dos caules. Numerosas variedades apresentam um cálice nitidamente em forma de taça de onde emerge a corola. Em interior, estas plantas florescem normalmente no Verão, e cada flor dura apenas dois ou três dias.

Espécies aconselháveis - A. lobbianus, A. marmoratus, A. pulcher, A. speciosus.

                                         A A. speciosus (foto), é talvez a espécie mais espectacular. As suas folhas, verde-escuras, inserem-se ao longo dos caules em pares ou em verticilos de três, mas no cimo do caule, onde cercam um conjunto de seis a vinte flores, são em número de quatro a oito. As folhas podem atingir 10cm de comprimento e 3,5cm de largura e são mais pontiagudas no vértice que na base. O cálice, verde e medindo cerca de 0,5cm de comprimento, só parcialmente reveste a flor, que pode atingir 10cm de comprimento. Cálice e corola são ligeiramente pubescentes. As flores são cor de laranja, com fauces de um amarelo-alaranjado e uma faixa vermelho-escura nos lobos inferiores, que apresentam ainda margens escarlates.

Cuidados -

Luz - Coloque estas plantas em luz forte - mas de modo que não recebam mais do que duas ou três horas de sol directo.

Temperatura - Podem manter-se sempre na temperatura ambiente normal, desde que a humidade se conserve elevada. Ponha tabuleiros com seixos húmidos sob caules rastejantes e, durante a floração, pulverize diariamente as plantas com água.

Rega - Quando estas plantas estão em flor, regam-se com abundância. Noutras épocas regam-se moderadamente, de modo que a mistura fique húmida, só voltando a regar quando 1cm da camada superficial tiver secado. Se estas plantas forem mantidas em calor húmido, não terão periodo de repouso, necessitando sempre de rega moderada.

Adubação - Utilize um adubo líquido constituído por partes iguais de azoto, fósforo e potássio. Aplique-o em todas as regas com um oitavo da concentração recomendada.

Envasamento e reenvasamento - Uma vez que estas plantas apreciam um meio ácido, pode utilizar-se nos vasos apenas turfa grosseira. Uma mistura de turfa, perlite e vermiculite em partes iguais é igualmente adequada, especialmente se não for comprimida, proporcionando assim o tão necessário arejamento a nível das raizes. Os recipientes mais indicados são cestos ou vasos pouco fundos de 12 a 14cm de diâmetro, com várias plantas jovens em cada um para se obter um melhor efeito. A transplantação pode ser efectuada em qualquer altura do ano. Quando as raízes encherem o vaso mude as plantas para outro do tamanho acima. Ou, o que é preferível, sacuda a mistura das raízes, corte-lhes cerca de um terço, e utilize o mesmo vaso com mistura nova.

Propagação - As estacas de ponta de 10-15cm de comprimento enraízam no espaço de três a quatro semanas na Primavera. Plante as estacas em vasos de 6 a 8 cm contendo a mistura recomendada bem humedecida, introduza-os em sacos de plástico e mantenha-os à temperatura ambiente normal em sol directo velado. Logo que enraízem, as novas plantas deverão ser retiradas dos sacos de plástico e regadas apenas o necessário para que a mistura fique ligeiramente húmida. Cerca de uma semana mais tarde, mude as novas plantas , colocando várias num vaso pouco fundo de 12 a 14cm de diâmetro, e trate-as como plantas adultas. Proporcione-lhes uma humidade elevada.

Observações especiais - Atenção aos afídios que atacam as folhas novas dos Aeschynanthus.

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